Acredite, você não é produto do meio.

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Desde que surgiu a capacidade de se comunicar que fazemos e acreditamos em previsões. E olha que em tempos distantes só se previa o tempo e a possível passagem dos animais que seriam caçados. Ao longo dos séculos vieram as previsões astrológicas, do destino, economia e claro, não podiam deixar de criarem as apocalípticas como o fim do mundo, que nunca se concretizaram.

Previsão, segundo o Aurélio é “o ato ou efeito de prever”. Simples demais? Vou gourmetizar essa definição. Previsão seria um prognóstico do futuro baseado em informações colhidas e nas crenças de quem a faz.

Levanta a mão aí quem já ouviu de alguém que seu destino é trabalhar e nunca ganhar dinheiro? Ou que tem um dedo podre pois só escolhe o companheiro errado? Ou ainda que tudo em que investe quebra?

Existe uma história clássica em que um americano envolvido com drogas faz um pequeno assalto a uma lojinha e termina assassinando o caixa por reagir. Pega algumas dezenas de ano como pena pelo crime e deixa dois filhos pequenos. Depois de 20 anos, os dois filhos têm trajetórias diferentes. Um deles meio que segue o caminho do pai, procura as drogas e sobrevive de pequenos assaltos. O outro se esforça na escola, destaca-se, entra para uma boa faculdade e se torna executivo de uma multinacional. Ao serem perguntados sobre o que aconteceu para chegarem onde chegaram, ambos respondem exatamente a mesma coisa: “com um pai desses, como eu poderia ser diferente?”

Afirmar que somos um produto do meio é uma meia verdade. O senso comum preveria para os dois o mesmo destino, baseado nas informações conhecidas. Mas, sempre tem um “mas”, os dois tinham convicções diferentes sobre o futuro.

Em algum momento da minha vida, eu mesmo já previ meu destino negativamente ao afirmar que “é fácil falar, difícil é fazer”. Com um discurso desse já estou me limitando e informando para meu cérebro que sou bom em sonhos e ruim de realizar. Faz sentido pra você?

Na ocasião poderia ter refeito dizendo que “falar é fácil, fazer é desafiante, mas vou conseguir me empenhando”. Saca a diferença? A mudança de perspectiva já alteraria totalmente o contexto e minha previsão de futuro.

Veja bem que alguma das crenças limitantes que citei no terceiro parágrafo, para não dizer todas, são meio que senso comum na sociedade. Ou seja, nós acreditamos naquilo que ouvimos e vemos repetidas vezes acontecendo com a gente ou com quem está próximo.

Concluindo, a sociedade pode prever o que quiser sobre você, mas somente você pode determinar seu destino.

PS: Se você em algum momento se vê sem ação por algum motivo não identificado, escreve para suporte@pensoquedeveserassim.com.br e descreve o que sente.