Fazer o que ama ou amar o que faz

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Semana passada, a caminho de um final de semana na praia, ia escutando um podcast. Você escuta podcasts? Hoje, praticamente, só escuto podcasts no carro. Podcast, para quem não sabe ou conhece, são áudios gravados por produtores de conteúdos diversos, amadores ou não, que são disponibilizados através do iTunes da Apple ou aplicativos das plataformas Android ou Windows. Enquanto me desloco pela cidade, vou escutando gente que vale a pena, ao invés de músicas de qualidade duvidosa. Alguém vai me dizer que resolve esse problema ouvindo boa música no Spotify. Também faço isso, mas como não levo a vida só na música, dedico boa parte desse tempo emparelhando o smartphone ao som do carro com Podcast e, assim, aprendo algo relevante. Instala, ouve e depois me diz se valeu a pena essa dica.

Voltando… no carro ouvia alguém, que não me recordo o nome agora, que afirmava “ame o que você faz”. Mas, a maioria quer trabalhar no que ama fazer. Isso é lindo, né?! Eu que não sou da geração Y, fui treinado para trabalhar o que tem para se fazer hoje. Ou seja, primeiro a necessidade, depois o prazer. C’est la vie!

E, se você procurar amar o que faz? Assim como já amou ou ama alguém com quem começou um relacionamento para passar uma chuva e, com o passar do tempo, constatou que foi a melhor decisão da sua vida e te trouxe realização pessoal. Faz sentido para você?

Pois é, ao invés de ficar introspectivo, mau humorado, executando apenas o que é demandado, se permita fazer mais. Não estou defendendo que se ofereça para fazer mais por menos. O ponto é: você está entregando tudo que sua função exige, mesmo? Fica satisfeito quando vai em algum estabelecimento comercial e quem te atende está de bom humor e resolve tudo de forma rápida e eficiente? A vida exige congruência, que nada mais é que alinhar discurso e prática. Seja o que você exige de quem é pago para te atender em qualquer circunstância. Isso vai fazer uma diferença grande.

Amar o que faz não é renunciar aos seus valores, é aceitar as imperfeições do processo para que o resultado do trabalho seja recompensador no aspecto emocional. Não é só você que tem que ser feliz. Quem recebe o resultado do seu trabalho, também. Seja um aluno, se você é professor. Um consumidor, se você é vendedor. Um paciente, se você é médico. Uma criança, se você faz brinquedos. Uma pessoa triste, se você é alegre. Seus filhos, se você é mãe ou pai.

Vamos ser pessoas melhores do que já somos?

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