Não é fácil!

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Festa junina, além das guloseimas de milho e das quadrilhas, traz os inevitáveis fogos. Sempre respeitei fogos e armas de fogo. Meu pai, que foi oficial de carreira do Exército, tinha uma ou duas armas. Eram super escondidas e nenhum dos filhos ousava sequer procura-las. Muito cedo aprendemos que não devíamos tentar brincar com isso, nem mesmo houve a prática de ganhar armas de brinquedos como presente.

Com relação aos fogos de artifícios, quando ainda tinha 4 anos aconteceu um acidente com meu pai. Um foguetão disparou pela manete, queimando toda a parte interna da mão dele, dedos e palma. Ainda me lembro da pomada amarela e seu aroma característico. Anos se passaram e meu receio permaneceu. Quando meu filho caçula era bem pequeno, girando um “chuveirinho”, uma fagulha atingiu o cílio e a pálpebra. Novo incidente, procura do oftalmologista na emergência e todo sufoco que cabe nesses casos.

Eu já tinha um aprendizado anterior ativado pela dor. Ao longo de mais de 30 anos, o tempo entre os dois acidentes, vinha alinhando discurso e prática, não brincar com fogos. Mas, pisei no tomate e um filho bem pequeno foi penalizado. Não é fácil alinhar discurso e prática, por mais que estejamos vigilantes, podemos escorregar e causar danos a si mesmo ou aos outros.

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