Quase lá?!

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O que você espera da maturidade? Muitos de nós, apesar de estarmos felizes com a proximidade dos 60 anos, ao ser questionado sobre idade, responde que tem 59. Friamente, só falta um ano para completar a sexta década, passaram-se 9. Mas, fazemos questão de contar somente os anos completados. Faz sentido?

Hoje, completo 59 anos e estou mais do que próximo dos 60. Costumo responder que estou ficando sex… sexagenário. A reflexão sobre a temporalidade me faz refletir sobre o que já vivi, mas principalmente sobre tudo que ainda falta viver. Detalhe, sem ansiedade.

Coincidência ou não, ao longo do último ano, aconteceram alguns fatos que foram descortinando a nova realidade. Em Curitiba, fomos ao cinema para passar o tempo enquanto chegava a hora para embarcar de volta a Maceió. Ao solicitar duas entradas, a bilheteira nos entregou duas meias-entradas. Estranhamos e ela alegou que espectador com mais de 60 anos tem direito à metade do ingresso. Outro dia, no Metrô de São Paulo, trem lotado, alguém toca no meu ombro e me indica a cadeira da prioridade. Recentemente, ao participar de um evento com mais de 2 mil pessoas, estava no saguão à espera do início e uma das pessoas do staff me indicou o portão de entrada das prioridades.

Há algum tempo, provavelmente teria reagido com meu pior sorriso amarelo. Atualmente, agradeço com a melhor expressão do rosto que posso entregar. Digo que estou bem feliz com a passagem do tempo. Lembro que aos 20 anos, meus pais tinham 47 e 40, respectivamente, e 60 era a idade da minha avó materna. Algo mais do que distante para mim, pois nem ousava imaginar como seria a vida aos 60. Vovó viveria mais 30 anos, nem sempre com saúde.

Agora, no último ano da sexta década, já consigo imaginar mais vinte pra frente. Posso dizer que estou feliz por tudo que já aconteceu, pois me tornaram o que sou. Uma pessoa melhor!